FORMAÇÃO, POESIA E ROMANTISMO NO HEINRICH VON OFTERDINGEN DE NOVALIS

ALGUMAS CONSIDERAÇÕES BENJAMINIANAS

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1984-3879.2024v24n1ID34737

Palavras-chave:

Romantismo; Romance de Formação; Novalis; Walter Benjamin.

Resumo

Este artigo faz uma análise da obra Heinrich von Ofterdingen, do Barão de Hardenberg ‒ Novalis. De alguma forma, a ideia geral é mostrar que os gêneros literário, filosófico e poético não apresentam fronteiras tão demarcadas quando se trata da questão da formação humana. E essa era uma ideia da própria escola romântica, que, para Benjamin, representa uma fonte inesgotável de referências durante toda a sua trajetória como filósofo. Por se tratar de um jovem poeta na Idade Média, Heinrich é um personagem desenvolvido no universo mágico do sonho, da interioridade e do devaneio. A “flor azul” é o símbolo da juventude, relacionada à vida do jovem poeta que dá nome à obra. Ela representa um idílio irremediável, uma eterna saudade da unidade e totalidade perdidas no mundo moderno. O personagem herói está constantemente movimentando-se em uma incansável procura, o que traduz o seu processo formativo. Sua formação interior, seu caráter, suas aptidões artísticas e seus sentimentos são transformados em matéria de complexa transformação, amadurecimento ao longo da história, como um romance de formação.

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Biografia do Autor

Priscilla Stuart da Silva, Universidade Federal de Mato Grosso

Possui Graduação em Filosofia pela Universidade Federal de Santa Catarina (2010), Mestrado em Educação - linha de pesquisa Filosofia da Educação, pela Universidade Federal de Santa Catarina (2013) e Doutorado em Educação - linha de pesquisa Filosofia da Educação, pela Universidade Federal de Santa Catarina (2019). Atualmente é Professora substituta do Departamento de Metodologia de Ensino - MEN, na UFSC.

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Publicado

16-02-2024

Como Citar

STUART DA SILVA, P. FORMAÇÃO, POESIA E ROMANTISMO NO HEINRICH VON OFTERDINGEN DE NOVALIS: ALGUMAS CONSIDERAÇÕES BENJAMINIANAS. Saberes: Revista interdisciplinar de Filosofia e Educação, [S. l.], v. 24, n. 1, p. AR04, 2024. DOI: 10.21680/1984-3879.2024v24n1ID34737. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/saberes/article/view/34737. Acesso em: 13 abr. 2024.