São Paulo e a Maré Cinza

o apagamento do grafite urbano como recurso do Discurso Autoritário

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/2674-6131.2022v4n2ID30001

Palavras-chave:

grafite, Arte de Rua, Discurso, Análise do Discurso

Resumo

O presente artigo busca relacionar, com base em pesquisa qualitativa e análise documental e teórica, o grafite urbano como expressão de arte popular e o seu respectivo apagamento e destruição como expressão do discurso autoritário. Analisando decisões institucionais e ações do governo de São Paulo, sob a gestão do prefeito João Doria, objetiva-se compreender como essa manifestação se mostra antidemocrática e antipopular, por meio de Análise Crítica de Discurso (ACD) interdisciplinar. Para se chegar ao resultado do estudo aqui apresentado, utilizou-se a concepção teórica de grafite como expressão artística e conceituações de fascismo, bem como sua relação para com a arte, em cada governo autoritário exemplificado. Conclui-se, após realização da análise, que o ato de apagamento do grafite e o discurso que o sustenta são manifestações ur-fascistas, com base no conceito de Umberto Eco e de referenciais teóricos fornecidos por autores como van Dijk e Maingueneau.

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Biografia do Autor

Johan von Behr, Universidade de Brasília (UnB

Licenciado em Letras - Português e respectiva Literatura pela Universidade de Brasília (UnB). Professor e pesquisador em Análise Crítica de Discurso.

Gabriel Gonçalves Costa Xavier, Universidade de Brasília (UnB)

Graduando em Teoria, Crítica e História da Arte pela Universidade de Brasília (UnB).

Renata Gomes de Oliveira Miranda, Universidade de Brasília (UnB)

Mestranda em Comunicação pela Universidade de Brasília (UnB), Programa de Pós-Graduação em Comunicação (PPGCOM), na Linha de Pesquisa Poder e Processos Comunicacionais. Bacharela em Ciência Política pela UnB.

Publicado

26-12-2022

Como Citar

VON BEHR, J.; GONÇALVES COSTA XAVIER, G.; GOMES DE OLIVEIRA MIRANDA, R. São Paulo e a Maré Cinza: o apagamento do grafite urbano como recurso do Discurso Autoritário. Revista Saridh – Linguagem e Discurso, [S. l.], v. 4, n. 2, p. 133–154, 2022. DOI: 10.21680/2674-6131.2022v4n2ID30001. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/RevSaridh/article/view/30001. Acesso em: 18 jun. 2024.