DIRETRIZES DE USO DE IA

A Revista Saridh: linguagem e discurso considera a importância do desenvolvimento de tecnologias, dispositivos e instrumentos de Inteligência Artificial (IA) no escopo da organização, seleção, produção, definição e divulgação de materiais e objetos que dão fundamento à pesquisa e à prática científicas. O periódico considera ainda que ferramentas de IA, a exemplo de softwares e aplicações geradores de textos, traduções, correção e assistência no uso de linguagem, podem ser importantes e indispensáveis aliados não só para pesquisa, mas, também, para a circulação e divulgação de produções, conhecimentos e saberes dela decorrentes.

No entanto, face à essencialidade e à verticalização das práticas de boa conduta científica, torna-se imperativo dirimir qualquer investida que possa fragilizar, via uso indiscriminado de recursos e dispositivos de inteligência artificial, a qualidade das produções de natureza acadêmica, em especial, no que tange a sua originalidade, autoria, autenticidade, precisão e credibilidade.

Com esse entendimento, a Revista Saridh: linguagem e discurso apresenta suas diretrizes sobre o uso de Inteligência Artificial, na diversidade de recursos, dispositivos e tecnologias, as mais diversas, de natureza particular, corporativa, de acesso público e/ou vinculadas a associações e instituições nacionais e/ou internacionais, no sentido de respeitar a integridade científica e de fortalecer a confiabilidade e credibilidade das produções submetidas:

1. Autoria das produções submetidas à Revista Saridh: linguagem e discurso é única e exclusivamente atrelada ao trabalho e produção autênticos de seres humanos. Com isso, o(s) autor(es) dos textos submetidos em qualquer uma das modalidades vigentes no escopo de publicação do periódico assume(m) a responsabilidade expressa e pública por seus trabalhos, extensivamente às mensagens que possam ser apresentadas à respectiva editoria, em qualquer fase ou momento do trâmite de publicação.

2. O uso de qualquer ferramenta de Inteligência Artificial deve ser expressamente declarado no texto/produção submetida. Assim sendo, no caso em que o(s) autor(es) faça(m) uso de IA em seus textos, deve(m) ele(s) mencionar, no corpo do manuscrito, na parte em que especifica(m) sua metodologia e objetos de investigação, como tal uso foi realizado. O(s) autor(es) deve(m) especificar, justificadamente, a ferramenta usada, sua finalidade, versão, contexto de aplicação, data, versão e referenciar o recurso, ferramenta, dispositivo, tecnologia adequadamente.

3. Quando da submissão do texto, na aba Condições de submissão, o(s) autor(es) deve(m) observar e marcar o caixa de seleção que indica, quando for o caso, a assunção de total responsabilidade pelo uso de IA em qualquer fase da produção do manuscrito. Com isso, o(s) autor(es) manifesta(m) clara e irrefutável concordância com a proibição de uso de IA para:

            3.1 Produzir, reproduzir e/ou fazer circular conteúdo científico original.

            3.2 Apresentar análises, tabular resultados, índices e conclusões que não sejam objeto da direta atividade laboriosa de seres humanos.

            3.3 Propor e elaborar questões de pesquisa e hipóteses que balizem seus estudos, observações, incursões científicas e abordagens de pesquisa.

             3.4 Gerar gráficos, ilustrações, tabelas, esquemas de apreciação e conclusão de pesquisa, salvaguardando as exceções as quais devem ser manifestamente declaradas, justificadas no corpo do texto e também previstas no conjunto dessas diretrizes de uso de IA.  

4. Ainda no que se refere ao conjunto dessas diretrizes sobre uso de IA, a Revista Saridh: linguagem e discurso defende e estabelece aos pareceristas, revisores, consultores, diagramadores e editores que:

              4.1 A avaliação de textos, a emissão de parecer, a revisão de manuscritos e a checagem de ajustes, alterações e adequações apontadas deve ser conduzida exclusivamente por um revisor humano. Tais atividades e tarefas devem ser conduzidas e realizadas de forma crítica, reflexiva, objeto da intervenção e ponderação humanas e não podem, em hipótese nenhuma, serem atribuídas à ferramenta ou recurso de Inteligência Artificial. 

               4.2 A equipe editorial, revisores e pareceristas devem verificar se o texto objeto da avaliação/submissão contem declaração expressa e referenciada dos autores sobre uso de IA, quando for o caso.

               4.3 Em havendo qualquer inconsistência, suspeição ou impossibilidade de verificação de fonte decorrente do uso de IA, os agentes envolvidos na avaliação dos textos submetidos devem reportar os casos à editoria, a quem caberá a tomada de posição e decisão cabíveis e pertinentes, incluindo: (i) rejeição imediata e definitiva do texto com comunicação, às instituições de vinculações de autores, da ocorrência de ingerência e de má fé na condução do trabalho científico, (ii) despublicação e/ou invalidação de registro de DOI do texto, quando se tratar da verificação futura que reporte uso de IA, avesso às políticas do periódico.

               4.4 Os editores se reservam o direito de usar ferramentas de IA para realização de atividades que compõem o expediente administrativo, tais como: detecção de plágio, ajustes de formatação e adequação a template e modelos para a submissão e publicação de textos, definição de layout de páginas e seus respectivos marcadores e arte de ilustração e disposição. Nenhuma dessas prerrogativas concorrerá para a emissão de parecer de avaliação ou para a decisão editorial, as quais caberão unicamente aos agentes humanos envolvidos no gerenciamento do periódico.