A garantia à razoável duração do processo no contexto da sociedade de risco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2011v4n02ID4361

Palavras-chave:

Tempo, Direito, Sociedade de risco, Razoável duração do processo

Resumo

Este trabalho visa analisar a garantia à razoável duração do processo dentro do contexto da sociedade de risco. Tratam-se das concepções objetiva e subjetiva sobre o tempo, concluindose que este é uma instituição social. Na sequência, fala-se de como o direito temporaliza a sociedade e de como também é influenciado pelo tempo. Analisa-se, ainda, como a sociedade atual reconhece-se como sociedade de risco, na qual o os perigos já não podem mais ser calculados. Tal situação cria insegurança e a imprevisibilidade do futuro, fazendo com que tal sociedade limite-se a viver o tempo presente. A ausência de projetos e a imprevisibilidade do futuro levam à tirania da urgência, o que também marca o direito. Assim, surgem inúmeras leis que se propõem minimizar o tratamento jurídico do risco, porém, faltam a elas um tempo adequado de amadurecimento, razão porque o direito muita vezes assume uma função simbólica. A garantia à razoável duração do processo, que poderia minimizar o tratamento jurídico do risco apresenta-se, também, sob a forma de ilegalidade fixada, mostrando-se inefetiva em razão de ausência de medidas, políticas, legislativas e judiciárias que garantam a sua implementação.

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Biografia do Autor

Micheli Pereira, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

Doutora em Direito Público, pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (2016), aprovada com distinção e louvor. Mestre em Direito Econômico e Socioambiental, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2011). Especialista em Direito Processual Civil, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2007). Graduada em Direito, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná (2006). Graduada em Letras Português-Espanhol, pela Universidade Federal do Paraná (2006). Docente do curso de Direito da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (UNIFESSPA) desde 2017, tendo atuado em exercício provisório na Universidade Federal do Paraná (UFPR) entre 2019 e 2023. Atualmente em exercício provisório na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Tem experiência profissional na área de Direito, com ênfase em Direito Constitucional.

Cláudia Maria Barbosa, Pontifícia Universidade Católica do Paraná

É doutora em direito e professora titular de direito constitucional da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, onde leciona e dirigiu os cursos de graduação, mestrado e doutorado. É Bolsista Produtividade em Pesquisa do CNPq. Desenvolveu estudos de pós-doutorado no Centro de Estudos Sociais (CES) da Universidade de Coimbra, Portugal (2019-2020) e foi professora visitante na York University, Toronto, Canadá (2012-2013). Fez graduação, mestrado e doutorado em Direito na Universidade Federal de Santa Catarina, com pesquisa em sistemas jurídicos comparados desenvolvida na Universidade de Montreal, CA. Suas linhas prioritárias de pesquisa são: governo judicial e justiça aberta; constitucionalismos e democracia; participação social e democracia; políticas públicas, organizações da sociedade civil e direito do terceiro setor. É líder do grupo de pesquisa Justiça, Democracia e Direitos Humanos, e tem especial interesse em pesquisas multi e interdisciplinares e análises comparadas. É membro, entre outras, da Associação Brasileira de Juristas pela Democracia ABJD, da International Society of Public Law - I-COM e da Red Internacional sobre Justicia, Política y Derecho REDIJUS. Integrou a Law and Society Association- LSA, EUA, cujo Trustee Committee compôs no triênio 2016-2018; o Research Committee on Sociology of Law - RCSL e o Instituto Latinoamericano para una Sociedad y un Derecho Alternativos - ILSA, CO

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Publicado

17-10-2013

Como Citar

PEREIRA, Micheli; BARBOSA, Cláudia Maria. A garantia à razoável duração do processo no contexto da sociedade de risco. Revista Digital Constituição e Garantia de Direitos, [S. l.], v. 4, n. 02, 2013. DOI: 10.21680/1982-310X.2011v4n02ID4361. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/4361. Acesso em: 14 maio. 2026.

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