Leitura e escrita como práticas de resistência: construindo agenciamentos na escola

Resumo

Este artigo propõe considerações reflexivas sobre discursos e práticas de (micro)resistência crítica e criativa relacionadas ao debate sobre gênero social no contexto escolar. Para delinear traços da conjuntura global, inicialmente, apresenta os pressupostos que sustentam os discursos conservadores no campo da educação, considerando suas conexões com processos históricos e socioculturais. Em seguida, aborda práticas de (micro)resistência no contexto do EM que envolvem práticas de leitura crítica e produção de textos autorais marcados por discursos antissexistas, tomando como referência as experiências sociopedagógicas construídas no Projeto Mulheres Inspiradoras. Por fim, coloca em evidência as práticas de escrita autoral que concorrem para a reelaboração reflexiva e identitária e para a cidadania ativa. Em termos de microanálise, mobiliza categorias linguístico-discursivas do significado acional do discurso (FAIRCLOUGH, 2003), especificamente a intertextualidade e a pressuposição, que apontam para agenciamentos sociodiscursivos por parte dos/as estudantes.

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Biografia do Autor

Juliana de Freitas Dias, Universidade de Brasília

Doutora em Linguística pela Universidade de Brasília (UnB). Professora do Programa de Pós-graduação em Linguística da Universidade de Brasília (PPGL/UnB).

Publicado
09-04-2021
Como Citar
DE QUEIROZ, A. S.; DE FREITAS DIAS, J. Leitura e escrita como práticas de resistência: construindo agenciamentos na escola. Revista do GELNE, v. 23, n. 1, p. 217-232, 9 abr. 2021.
Seção
Artigos