Discursos pedagógicos do Norte: dizeres de ódio no colégio militar Euclides Bezerra gerais
DOI:
https://doi.org/10.21680/1517-7874.2026v28n1ID40111Resumo
Este artigo analisa o discurso pedagógico do Norte, especialmente do Estado do Tocantins em sua faceta mais radical, a saber, o discurso autoritário. Precisamente investiga como os sentidos de ódio e autoritarismo são discursivizados nas redes de dizeres sobre a educação tocantinense. Como referencial teórico-metodológico, utilizam-se conceitos fulcrais da Análise do Discurso de base materialista. Dessa forma, investiga-se como a militarização escolar naturaliza violência simbólica sob a égide de um “discurso pedagógico” que associa os sentidos de disciplina à hierarquia militar. Como corpus, examina-se o acontecimento discursivo “Estudantes de colégio militar cantam palavras de ódio durante marcha guiada por PM: 'Se eu não te matar, vou te prender’”, publicizado no portal de notícias Gazeta do Cerrado, em 11 de novembro de 2024. Como resultados, além de perceber as nuances dos dizeres midiáticos como forma de discurso de resistência, verifica-se também o funcionamento do discurso pedagógico que antagonizam formação cidadã e violência institucionalizada. Por fim, ao sopesar esses resultados, pretende-se contribuir para o debate sobre militarização da educação tocantinense, expondo seus mecanismos discursivos de manutenção de poder.
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