O modelo de exemplares e o desenvolvimento lexical de crianças gêmeas: o que nos informam os dados de produção e não-produção
DOI:
https://doi.org/10.21680/1517-7874.2026v28n1ID41192Resumen
Neste artigo, investigamos o desenvolvimento lexical de crianças gêmeas de diferentes regiões do Brasil, com o objetivo de verificar, especificamente, os dados marcados como “não-produções” (NP) e “produções de palavras”. A pesquisa foi realizada por meio de um experimento, replicando o realizado por Baia (2010), de nomeação de figuras, cujos nomes eram monossílabos, dissílabos ou trissílabos, com diferentes posições acentuais. Os dados analisados são de cinco pares de crianças gêmeas, das cidades de Ferraz de Vasconcelos (SP), Itú (SP), Curitiba (PR), Jequié (BA) e Vitória da Conquista (BA), com idades de 1;6 a 3;7. Conforme os resultados, alguns itens lexicais não foram produzidos pelas crianças, devido ao não reconhecimento das figuras apresentadas, o que significa que esses itens não fazem parte da sua nuvem de exemplares. Entretanto, muitas não-produções correspondem a outros itens que foram produzidos diferentemente do alvo esperado, devido ao fato de as crianças terem como exemplar para aquela figura um alvo diferente daquele do adulto. Também foram encontradas variações de NP's entre um mesmo par de gêmeos. Dessa maneira, os resultados demonstram que a frequência de uso e as experiências cognitivamente situadas impactam a nuvem de exemplares, sendo que os itens mais frequentes criam representações mais robustas, o que influencia a trajetória do desenvolvimento lexical infantil.
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