Regime de informação em living labs agroecológicos universitários
DOI:
https://doi.org/10.21680/2447-0198.2026v10n1ID43117Palavras-chave:
agroecologia, living labs, inovação social, regime de informação, universidade públicaResumo
Introdução: A crise climática e os desafios associados à segurança alimentar têm intensificado o debate sobre os limites do modelo agroindustrial e sobre a necessidade de transição para sistemas agroalimentares mais sustentáveis. A agroecologia afirma-se como uma alternativa contra-hegemônica, articulando justiça socioambiental, diversidade ecológica e inovação social. As universidades públicas ocupam posição estratégica nesse processo. Os living labs ou laboratórios vivos emergem como arranjos sociotécnicos orientados à construção coletiva do conhecimento em contextos reais. Objetivo: Analisar os fatores condicionantes e os desafios para a criação e a manutenção de um living lab agroecológico numa universidade pública brasileira, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Metodologia: a pesquisa é qualitativa, exploratória e aplicada, estruturada como estudo de caso. Foram utilizadas pesquisa bibliográfica e documental, além de pesquisa de campo, com entrevistas semiestruturadas e análise de depoimentos de atores envolvidos com a agroecologia no campus da UFRJ. O referencial teórico-metodológico articula os conceitos de agroecologia, inovação social, living labs e regime de informação. Resultados: Os resultados evidenciam que as iniciativas em agroecologia da UFRJ são as de um living lab, operando como um ecossistema informacional complexo, marcado pela diversidade de atores, ambientes informacionais e práticas colaborativas, mas atravessado por fragilidades institucionais, descontinuidades e ausência de políticas informacionais integradas. Conclusão: A consolidação de living labs agroecológicos em universidades públicas requer o fortalecimento de dispositivos institucionais e informacionais que assegurem a continuidade das ações e a articulação entre ensino, pesquisa e extensão, contribuindo para a transição ecológica e a democratização do conhecimento.
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