Discursos sobre sonhos pandêmicos
uma análise do sentimento de "medo"
DOI:
https://doi.org/10.21680/2674-6131.2025v7n1ID39840Palabras clave:
Discurso, Sonho, Pandemia, EmoçãoResumen
Neste limiar do século XXI, em razão do acontecimento da pandemia de Covid-19, observamos, para além do trauma individual e coletivo, a emergência de discursos sobre os sonhos no Brasil, de modo que o objetivo deste artigo é analisar discursos sobre sonhos produzidos no período pandêmico em suas relações com as emoções. Mais precisamente, a partir de alguns fragmentos extraídos de textos veiculados pelos portais de notícias CNN Brasil, Gshow e UOL, pretendemos apreender como a emoção do medo, esse sentimento inerente à condição humana e, em larga medida, formado, expressado, intensificado e transformado por discursos materializados em diferentes condições de produção, discurso esses muitas vezes assimilados como “banais”, ao se associar a alguns objetos, foi o estado afetivo dominante manifesto em relatos de sonhos. No que se refere a abordagem teórica, iremos mobilizar em nossas análises postulados e noções da Análise do discurso francesa, aportes teóricos da obra de Foucault e algumas noções da História das sensibilidades. Os resultados indicam que esses discursos sobre os sonhos foram frequentados por medos que, embora possam mais ou menos eventualmente emergir sob formas isoladas, tais como o medo do vírus ou do isolamento social, o medo da contaminação, da doença ou de suas sequelas, se associavam e/ou deslizavam de uns para outros, produzindo, assim, amálgamas e/ou encadeamentos entre eles e potencializando seus efeitos.
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