O uso científico de células-tronco embrionárias e a tutela penal da vida

Autores

  • João Vitor Mello de Oliveira Guimarães Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho
  • Paulo César Corrêa Borges Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

DOI:

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2011v4n02ID4358

Palavras-chave:

Células-tronco, Direito à vida, Tutela penal, Embrionicídio

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo analisar se a utilização de células-tronco embrionárias para pesquisas constitui-se ou não em atentado ao bem jurídico fundamental “vida”, garantido no art. 5º da Constituição Federal Brasileira, sendo a análise positiva, se o Código Penal brasileiro atualmente possui tal tipificação, para assim tutelar esse direito fundamental sob esta forma, haja vista que tanto no art. 5º, XXXIX da Constituição brasileira quanto no art. 1º do Código Penal brasileiro é adotado o princípio da legalidade. Muito se tem discutido a respeito do uso de células-tronco em pesquisas científicas, suas consequências éticas e a sua relação com o direito à vida, elencado no ordenamento jurídico brasileiro como um direito fundamental. O tema central da discussão se baseia na indagação de qual é o momento exato do início da vida, e portanto a partir de quando esta é garantida na Constituição e tutelada pelo Direito Penal. Tem-se principalmente quatro teorias sobre o momento que se dá o início da vida (REGIS, 2005). Levando-se em conta os bens jurídicos que aqui estão presentes – tais como a vida humana e sua dignidade – conclui-se que a atuação do Direito Penal é necessária, todavia não em sua forma repressiva, mas em caráter preventivo. Tal atuação atualmente já é prevista nos casos de aborto e infanticídio. Contudo ainda não há uma tipificação para casos em que o uso do embrião fere valores jurídico-penais que são comumente protegidos pelo Direito Penal, e nesta linha dá-se a análise da necessidade da tipificação do embrionicídio.

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Biografia do Autor

João Vitor Mello de Oliveira Guimarães, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Advogado (inscrito em Fevereiro de 2013). Especialista em Ciências Criminais pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2015). Bacharel em Direito pela Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho" - UNESP - Faculdade de Ciências Humanas e Sociais (2012). Foi membro do Núcleo de Estudos da Tutela Penal e Educação em Direitos Humanos - NETPDH, vinculado a FCHS. Durante a graduação foi Pesquisador em nível de Iniciação Científica da FAPESP entre os anos de 2010/2011, além de ter ocupado o cargo de estagiário de Direito na Procuradoria Geral do Estado de São Paulo entre os anos de 2012/2013 (janeiro), e de trainee da Empresa Júnior Jurídica - EJUR/UNESP (2010). Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Penal, Constitucional, Direitos Humanos e Biodireito, destacando estudos envolvendo tutela penal da vida embrionária, violação aos direitos humanos, política criminal e política carcerária. 

Paulo César Corrêa Borges, Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho

Possui graduação em Direito pela UNESP (1990), é mestre (1998) e doutor (2003) em Direito pela UNESP - Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho. Realizou estágio pós-doutoramento na Universidade de Sevilla (Departamento de Filosofia del Derecho) - Espanha (2012) e na Universidade de Granada (Departamento de Derecho Penal) - Espanha (2019). Atualmente é Professor Assistente-doutor de Direito Penal do Departamento de Direito Público e do Programa de Pós-graduação em Direito da UNESP; ex-Presidente da Comissão Permanente de Pesquisa da F.C.H.S./UNESP (2017-2019); foi Coordenador do PPGDIREITO - Programa de Pós-graduação em Direito da UNESP (2010-2017); é membro do Conselho de Departamento de Direito Público, do Conselho de Curso de Graduação em Direito, do Conselho de Pós-graduação em Direito; foi membro da Comissão Permanente de Pesquisa e da Câmara Central de Pós-graduação da UNESP; foi presidente do Conselho Editorial da Revista de Estudos Jurídicos UNESP (2010/2015); é parecerista de projetos de extensão da PROEX e de iniciação científica da PROPE e da CCGP Câmara Central de Pós-graduação da Unesp e da Comissão de Revalidação de Títulos; é Parecerista ''Ad Hoc'' da FAPESP, do CNPq, do SciELO (FAPESP - CNPq - BIRENE - FapUNIFESP); é membro do IBCCRIM e MMPD; e é Promotor de Justiça do MPESP. Foi membro do CONDEP/SP, representando a UNESP; e do CEAC - Conselho Editorial Acadêmico da Fundação Editora UNESP (2008/2011). É membro de Corpo Editorial de revistas jurídicas e revisor de periódicos jurídicos. Foi Coordenador Acadêmico do 1o. e do 7o. Núcleos Regionais da E.S.M.P. É professor convidado do Centro de Estudos e Aperfeiçoamento Funcional da ESMP - Escola Superior do Ministério Público de São Paulo.

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Publicado

17-10-2013

Como Citar

GUIMARÃES, João Vitor Mello de Oliveira; BORGES, Paulo César Corrêa. O uso científico de células-tronco embrionárias e a tutela penal da vida. Revista Digital Constituição e Garantia de Direitos, [S. l.], v. 4, n. 02, 2013. DOI: 10.21680/1982-310X.2011v4n02ID4358. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/4358. Acesso em: 14 maio. 2026.

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