Non-délégation de compétence en matière de détermination de la peine dans le cadre d'une négociation de peine
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2015v8n2ID9989Mots-clés :
Droit pénal et procédural, Cour pénale spéciale, Négociation de plaidoyer, Détermination détaillée de la peine, Non-délégation de la compétenceRésumé
Cet article analyse les dispositions normatives relatives aux négociations de peine au sein de la Cour pénale spéciale, et plus particulièrement la compétence exclusive et non délégable du juge pour déterminer la peine applicable à l'auteur d'une infraction ayant accepté une proposition de négociation de peine, même s'il souscrit pleinement à la recommandation du procureur. Si le ministère public outrepasse ses compétences pour indiquer la nature de la peine restrictive ou de l'amende, le juge n'est pas entièrement tenu par les modalités de cette proposition, car il lui incombe d'approuver ou de rejeter la proposition, en se fondant uniquement sur la nature de la peine proposée. En cas d'approbation, seul le juge peut prononcer la peine et définir les modalités définitives d'exécution, notamment le lieu, la fréquence et l'autorité chargée du suivi.
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