O silenciamento das línguas nacionais no contexto escolar angolano: suas implicações no ensino do português
DOI:
https://doi.org/10.21680/1517-7874.2026v28n1ID41005Resumo
Angola é um país multilingue, caracterizado pelo contato permanente entre o português, as línguas bantu e as línguas khoisan, o que de certa forma coloca enormes desafios ao ensino da Língua Portuguesa (LP) e à definição de uma política linguística que se deseja incorporativa de modo a atender à heterogeneidade linguístico-cultural dos falantes. Neste artigo, especificamente, por meio da análise documental da Constituição da República, das Leis de Base de Educação e Ensino, dos Programas Curriculares e do Relatório Nacional da Avaliação das Aprendizagens do Ministério da Educação, pretende-se identificar o lugar das línguas nacionais no espaço escolar e refletir sobre as implicações que advêm do ensino exclusivo da Língua Portuguesa num contexto de coabitação linguística, em que as línguas nacionais são maternas de muitos alunos e constituem o capital linguístico dessas crianças ao entrar para a escola. Os resultados apontam para uma presença marginalizada/periférica das línguas nacionais nos documentos oficiais, revelando uma contradição entre o reconhecimento constitucional da diversidade linguística e sua efetiva incorporação pedagógica, pois o ensino do português ignora a pluralidade linguística ao privilegiar o ensino monolingue, como consequência de um processo assimilacionista herdado do sistema educativo colonial.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista do GELNE

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Português (Brasil)
English
Español (España)








.jpg)



