O ensino de Língua Portuguesa no contexto multilíngue em Angola: reflexões sobre políticas linguísticas, racismo e diversidade linguística
DOI:
https://doi.org/10.21680/1517-7874.2026v28n1ID40690Resumo
Este artigo tem como objetivo analisar, criticamente, as políticas linguísticas adotadas pelo colonialismo europeu em Angola e suas implicações sociolinguísticas e educacionais para essa nação. Para tanto, realizamos uma pesquisa documental, consultando trabalhos de autores que abordam as políticas linguísticas e educacionais em Angola, bem como documentos oficiais, como a Constituição e a Lei n.º 17/16, de 07 de outubro 2016, a fim de examinar se o que é assegurado nesses documentos se efetiva na prática. Além disso, sistematizamos resultados de pesquisas descritivas, com o propósito de verificar qual é o português que se constituído em Angola, uma vez que os documentos norteadores das políticas educacionais defendem o ensino da Língua Portuguesa. Em síntese, as reflexões evidenciam que, embora Angola tenha se libertado politicamente do jugo de Portugal, as políticas linguísticas coloniais ainda continuam presentes no sistema educacional, reforçando a hierarquização entre as línguas e contribuindo para a perpetuação de um currículo eurocêntrico, que não valoriza e nem promove as línguas e as práticas sociais culturais locais.
Downloads
Downloads
Publicado
Como Citar
Edição
Seção
Licença
Copyright (c) 2026 Revista do GELNE

Este trabalho está licenciado sob uma licença Creative Commons Attribution-NonCommercial-ShareAlike 4.0 International License.

Este trabalho foi licenciado com uma Licença Creative Commons - Atribuição - NãoComercial - CompartilhaIgual 3.0 Não Adaptada.
Português (Brasil)
English
Español (España)








.jpg)



