Incertezas fabricadas e o direito à saúde do consumidor

Uma análise dos impactos da aprovação do projeto de lei nº34/2015 no contexto da sociedade de risco

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2020v13n1ID20017

Palavras-chave:

Risco, Transgenia, Direito à saúde

Resumo

O presente trabalho tem por objetivo analisar o Projeto de Lei da Câmara dos Deputados nº 34/2015, a partir da construção desenvolvida na teoria do risco de Ulrich Beck com o escopo de compreender os principais impactos de sua aprovação no que tange ao direito fundamental à saúde. O presente Projeto de Lei tem por objetivo aprovar uma reforma nos rótulos dos alimentos geneticamente modificados. Deve-se destacar que as pesquisas relacionadas aos OGMs são ainda inconclusivas e, neste contexto, observa-se que alterações prematuras podem gerar um quadro de insegurança alimentar em claro desrespeito aos princípios do direito fundamental à saúde. Para a construção da pesquisa utilizou-se método descritivo-explicativo com procedimento de revisão bibliográfica e documental, a partir do aprofundamento temático em livros, artigos científicos com qualis A e B e pesquisas constantes no repositório digital de teses e dissertações da CAPES.

Downloads

Não há dados estatísticos.

Biografia do Autor

Edith Maria Barbosa Ramos, Universidade Federal do Maranhão

Pós-Doutora em Direito Sanitário pela Fundação Oswaldo Cruz - FIOCRUZ/Brasília/DF. Doutora em Políticas Públicas pela Universidade Federal do Maranhão. Mestre em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais. Graduada em Direito pela Universidade Federal do Maranhão. Professora do Departamento de Direito e do Mestrado em Direito e Instituições do Sistema de Justiça da Universidade Federal do Maranhão. Coordenadora do Núcleo de Estudos em Direito Sanitário (NEDISA/UFMA). Professora e Pesquisadora da Universidade do CEUMA. Professora do IMEC. Membro Convidado da Rede Ibero-Americana de Direito Sanitário. Presidente da Comissão de Bioética e Biodireito do Conselho Seccional da OAB/MA. 

Artenira da Silva e Silva, Universidade Federal do Maranhão

É pós-doutora em Direitos Humanos na Universidade Federal do Pará (2020). É pós-doutora em Psicologia e Educação pela Universidade do Porto- Portugal (2014). Graduada pela Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, Mestre em Saúde e Ambiente pela Universidade Federal do Maranhão (2000) e Doutora em Saúde Coletiva pela Universidade Federal da Bahia (2005). Atualmente é docente e pesquisadora titular da Universidade Federal do Maranhão e consultora em violência intrafamiliar e laboral. Atua predominantemente no Programa de Pós-graduação de Direito e Instituições do Sistema de Justiça da UFMA. É professora convidada de Universidades portuguesas e espanholas. Autoras de diversos livros e artigos Qualis A e B em suas temáticas de pesquisa. Consultora e capacitadora em Violência Intrafamiliar e Laboral, Metodologia das Ciências Sociais aplicadas à ciência jurídica e em Garantia de Direitos Fundamentais de Grupos Vulnerabilizados. Linhas de Pesquisa: efetividade do Sistema de Justiça na garantia dos Direitos Fundamentais de Grupos Vulnerabilizados, Violência Intrafamiliar e Laboral. Objetos de estudo atuais: violência doméstica ou intrafamiliar,violência laboral, bioética, biopoder, masculinidades, feminilidades, liberdade religiosa, violência institucional, violência por poderes e segurança jurídica.

Natalie Maria de Oliveira de Almeida, Universidade Federal do Maranhão

Advogada; Assessora Especial no Gabinete da Corregedoria STC/MA; Professora do curso de Direito no Centro Universitário Estácio de São Luís (Bolsista de Pesquisa Produtividade Edital 2024-2025, integrante do Núcleo Docente Estruturante (NDE); Professora formadora do curso de Administração Pública da Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Mestre em Direito e Instituições do Sistema de Justiça - UFMA (bolsista da CAPES). Pós-graduada em Direito Público Aplicado - EBRADI - ESA/SP; Pós-graduanda em Direitos Humanos pela Universidade Estadual do Maranhão (UEMA); Pós-graduanda em Gestão de Risco, Compliance e Auditoria pela PUC Campinas/PucPR; Membro integrante da Comissão de Direito à Saúde da OAB/MA; Integrante do Núcleo de Estudos em Direito Sanitário da Universidade Federal do Maranhão (NEDISA/UFMA)

Referências

BRASIL. [Constituição (1988)]. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Brasília, DF: Presidência da República, [2016]. Disponível em:http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Constituicao/Constituiçao.htm. Acesso em: 15 jun. 2019.

BRASIL. [Constituição (1988)]. Política nacional de alimentação e nutrição.Brasília, DF: Ministérioda Saúde, 1999.

BECK, Ulrich. Sociedade de risco: rumo a uma outra modernidade. Trad. Sebastião Nascimento. São Paulo: Editora: 34, 2011.

BECK, Ulrich. Sociedade de risco mundial: em busca da segurança perdida.Trad. Marian Toldy e Teresa Toldy. Lisboa, Portugal. Editora: 70, 2015).

BECK, Ulrich. Incertezas fabricadas-Entrevista com o sociólogo alemão Ulrich Beck. Instituto HumanitasUnissinos, 02 jun. 2006. Disponível em: http://www.ihuonline.unisinos.br/media/pdf/IHUOnlineEdicao181.pdf. Acesso em: 27 jun. 2019.

BECK, Ulrich. Tecnologia é a matriz do risco, diz sociólogo: entrevista concedida a Antoine Reverchon. Folha de São Paulo. São Paulo, 20 de novembro de 2001.

Nacional, ciência. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ciencia/fe2011200101.htm. Acesso em:27 jun. 2019.

BECK, Ulrich. GIDDENS, Anthony. LASH, Scott. In: A reinvenção da política. Modernização reflexiva: política, tradição e estética na ordem social moderna. Tradução de Magda Lopes. São Paulo: Editora da Universidade Estadual Paulista, 1997.

BRASIL. Câmara dos Deputados. Projeto de Lei nº 4.148/2008. Altera a Lei nº 11.105, de 24 de março de 2005. Brasília, DF, 2008. Disponível em: http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=412728 Acesso em: 17 jun. 2019.

BRASIL. Constituição (1988). Constituição da República Federativa do Brasil. Brasília: Senado Federal, 2005.

CAMARA, Maria Clara Coelho et al. Transgênicos: avaliação da possível (in)segurança alimentar através da produção científica. História ciência e saúde: manguinhos, Rio de Janeiro, v. 16, n. 3, p. 669-681, set. 2009. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/hcsm/v16n3/06.pdf. Acesso em: 29 jul.2019.

CARVALHO, Sarah Assis. Projeto de lei da câmara nº 34/2015: uma problematização sobre a rotulagem dos alimentos transgênicos em face dos direitos do consumidor São Luís, 2012.67f. Monografia (Graduação em Direito) -Curso de Direito -Unidade de Ensino Superior Dom Bosco, 2016.

CHAHAIRA, Bruno Valverde; POZZETTI, Valmir César. Rotulagem de Alimentos Transgênicos: Um Mecanismo Eficaz para a Cidadania Participativa. Conpedi Law Review, [S.l.], v. 1, n. 12, p. 263-290, jun. 2016. Disponível em: http://portaltutor.com/index.php/conpedireview/article/view/166/157. Acesso em: 27 jun.2019.

FERREIRA, Heline Sivini. A biossegurança dos organismos transgênicos no direito ambiental brasileiro: uma análise fundamentada na teoria da sociedade de risco. Tese (doutorado), Programa de Pós-Graduação em Direito. Universidade Federal de Santa Catarina, 2008.GIDDENS, Anthony. As consequências da modernidade. Tradução de Raul Fiker. São Paulo: Unesp, 1991. INSTITUTO SOCIOAMBIENTAL. Nota Técnico-jurídica sobre o Projeto de Lei nº 4.148/2008 (PLC nº 34/2015): rotulagem de transgênicos. São Paulo, 2015. Disponível em: https://www.socioambiental.org/sites/blog.socioambiental.org/files/nsa/arquivos/parecer.pdf. Acesso em: 03 jul. 2019.MARCONI, Marina de Andrade. LAKATOS, Eva Maria. Metodologia Científica: ciência e conhecimento científico, métodos científicos, teoria, hipóteses e variáveis. 5. ed. São Paulo: Atlas, 2007.MESSIAS, Marcos Perez. Rotulagem de alimentos geneticamente modificados e a responsabilidade ambiental. 2009. 161f. Dissertação (Mestrado em Direito Ambiental) –Universidade Católica de Santos, 2009. Disponível em: http://biblioteca.unisantos.br:8181/bitstream/tede/61/1/Marcos%20Perez%20Messias.pdf.Acesso em: 24 jun.2019. MYSZCZUK, Ana Paula; GLITZ, Frederico Eduardo Zenedin. Transgênicos e vulnerabilidade no direito do consumidor: o direito a ser informado.EOS —Revista Jurídica da Faculdade de Direito.Faculdade Dom Bosco. Núcleo de Pesquisa do Curso de Direito. v. 4, n. 7 (jan./jul. 2010). Curitiba, 2010. Disponível em: http://www.dombosco.sebsa.com.br/faculdade/revista_direito/7edicao/EOS2401.pdf.Acesso em: 27 jul.2019.

NODARI, Rubens Onofre. Ciência precaucionária como alternativa ao reducionismo científico aplicado à biologia molecular. In: Magda Zanoni; Gilles Ferment. (Org.). Transgênicos para quem? Agricultura,Ciência e Sociedade. Brasília: MDA, 2011, p. 39-66.

OLIVEIRA, Anelise Rizzolo de. A alimentação saudável e a promoção da saúde no contexto da segurança alimentar e nutricional. Saúde em Debate, Rio de Janeiro, v. 29, n. 70, p. 125-139, mai/ago, 2005.

PELLANDA, Patrícia Santos Précoma. A Sociedade de risco e o princípio da informação: uma abordagem sobre a segurança alimentar. Veredas do Direito, Belo Horizonte, v. 10, n. 19, p. 89-114, jan./jun. 2013. Disponível em:http://www.domhelder.edu.br/revista/index.php/veredas/article/viewFile/258/341. Acesso em: 27 jun.2019.

ROSIÈRE, Bianca Cobucci. O direito do consumidor à informação na sociedade de risco e a rotulagem dos produtos transgênicos. Brasília, 2013. 180 f. Dissertação (Mestrado em Direito)-Centro Universitário de Brasília, Brasília, 2013. Disponível em: http://repositorio.uniceub.br/handle/235/5924. Acesso em: 07 out. 2017.

TAVARES, Eder Torres. Princípio de precaução e nanotecnociências. Rev. bioét. (Impr.). 244-55, 2015. Disponível em: http://www.scielo.br/pdf/bioet/v23n2/1983-8034-bioet-23-2-0244.pdf Acesso em: 28 jun.2019.

VALICENTE, Raiana Rassi. Princípio da precaução, direito à informação e alimentos transgênicos. Cadernos de Direito, Piracicaba, v. 16(31): 331-368, jul-dez. 2016.Disponível em: http://www.mpsp.mp.br/portal/page/portal/documentacao_e_divulgacao/doc_biblioteca/bibli_servicos_produtos/bibli_informativo/bibli_inf_2006/Cad-Dir_n.31_15.pdf.Acesso em: 13 jun.2019.

VENDRAMINI, Ana Lúcia do Amaral; OLIVEIRA, José Carlos de; CAMPOS, Maria Aparecida. Segurança alimentar: conceito, história e prospectiva.In: MARINS, Bianca Ramos (Org.)

Segurança alimentar no contexto da vigilância sanitária: reflexões e práticas. Organização de Bianca Ramos Marins, Rinaldini C. P. Tancredi e AndréLuís Gemal. -Rio de Janeiro: EPSJV, 2014.

Downloads

Publicado

04-08-2020

Como Citar

RAMOS, Edith Maria Barbosa; SILVA, Artenira da Silva e; ALMEIDA, Natalie Maria de Oliveira de. Incertezas fabricadas e o direito à saúde do consumidor: Uma análise dos impactos da aprovação do projeto de lei nº34/2015 no contexto da sociedade de risco. Revista Digital Constituição e Garantia de Direitos, [S. l.], v. 13, n. 1, p. 101–120, 2020. DOI: 10.21680/1982-310X.2020v13n1ID20017. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/20017. Acesso em: 21 jun. 2026.

Edição

Seção

Artigos

Artigos Semelhantes

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 > >> 

Você também pode iniciar uma pesquisa avançada por similaridade para este artigo.