PODER E DISCIPLINA NA EDUCAÇÃO
UMA ANÁLISE FOUCAULTIANA
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42091Palabras clave:
Subjetividade; Normalização; Biopolítica; Resistência; Controle., Subjetividade, Normalização, Biopolítica, ResistênciaResumen
Resumen
La educación contemporánea enfrenta desafíos relacionados con la uniformización del pensamiento, intensificados por los medios digitales, las evaluaciones estandarizadas y el uso indiscriminado de inteligencias artificiales por parte de los estudiantes, muchas veces sin criterios éticos, lo que compromete la formación de sujetos críticos y autónomos. En este contexto, la investigación buscó responder a la siguiente pregunta: ¿cómo las categorías de poder y disciplina, discutidas por Michel Foucault, ayudan a comprender las prácticas pedagógicas de la escuela contemporánea y los desafíos que surgen con las tecnologías digitales y las inteligencias artificiales? Para ello, el estudio tuvo como objetivo general analizar cómo las categorías foucaultianas de poder y disciplina contribuyen a comprender el funcionamiento de la escuela y sus efectos en las prácticas pedagógicas contemporáneas. La metodología utilizada fue bibliográfica, con un levantamiento sistemático y un análisis crítico de las obras de Michel Foucault y de la literatura especializada sobre los dispositivos disciplinarios en instituciones escolares. Se examinaron elementos como la organización del espacio y del tiempo escolar, las prácticas evaluativas y los mecanismos de gubernamentalidad, articulándolos con conceptos foucaultianos centrales relacionados con la producción de subjetividades, la biopolítica y el control social. Los resultados indicaron que, aunque la escuela continúa marcada por procesos de vigilancia y normalización, emergen posibilidades de resistencia a través de prácticas pedagógicas diversificadas, críticas y participativas, capaces de promover autonomía, creatividad y valoración de la pluralidad. Se concluye que el referencial foucaultiano ofrece aportes consistentes para problematizar el carácter disciplinador de la escuela y reflexionar sobre ambientes pedagógicos emancipadores, en los cuales las tecnologías digitales y las inteligencias artificiales puedan incorporarse de manera ética, crítica e inclusiva.
Palabras clave: Subjetividad; Normalización; Biopolítica; Resistencia; Control.
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