ALFABETIZAÇÃO PLURAL E INTERATIVA PARA A FORMAÇÃO DE UMA SOCIEDADE DE LEITORES
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n2ID44735Palavras-chave:
Alfabetização; Neurociências da Leitura; Paulo Freire; Leitores CríticosResumo
Este artigo propõe uma discussão sobre a necessidade de uma alfabetização plural e interativa como via essencial para a formação de uma sociedade de leitores críticos e engajados. Parte de uma análise crítica da abordagem da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que frequentemente ignora as condições materiais e sociais da escola brasileira. Defende-se que a alfabetização é um processo multidimensional e interconectado, em que as diversas facetas da linguagem operam de forma integrada, incluindo as dimensões gráfica, fonológica, morfológica, lexical, semântica, sintática, pragmática e textual, aliadas à cultura e ao mundo da vida dos alfabetizandos. É crucial, ainda, destacar a negligência da dimensão gráfica, que, segundo a neurociência, exige uma "reciclagem neuronal" fundamental para o reconhecimento da palavra escrita. Por meio de uma perspectiva academicamente humanizada, o texto explora os achados da neurociência da leitura, como a reciclagem neuronal, o processamento paralelo do significado, e a psicolinguística, que reforçam a necessidade de práticas pedagógicas interativas. Conclui-se que a metodologia das palavras geradoras de Paulo Freire, ao conectar o aprendizado à realidade dos educandos ("mundo da vida" habermasiano), oferece um caminho potente para uma alfabetização que não apenas decodifica, mas empodera, gerando leitores informados, autônomos e capazes de formar suas próprias conclusões.
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