La conception multiculturelle des droits de l'homme concernant la reconnaissance et l'application des droits des peuples autochtones au Brésil

Auteurs-es

DOI :

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2021v14n1ID25415

Mots-clés :

Droit international des droits de l'homme, Multiculturalisme, Peuples autochtones

Résumé

La protection internationale des peuples autochtones est une évolution relativement récente, qui remonte à 1948 avec l'adoption de la Déclaration américaine des droits et devoirs de l'homme et de la Déclaration universelle des droits de l'homme ; ces deux textes garantissent un ensemble de droits fondamentaux à tous les individus, en des termes généraux. Plus spécifiquement, le premier instrument supranational contraignant fut la convention n° 107 de l'OIT (1957), qui portait encore la marque de politiques intégrationnistes. Toutefois, avec l'essor du multiculturalisme — qui reconnaît l'existence de cultures diverses, coexistantes et s'influençant mutuellement — dans les pays d'Amérique latine au milieu des années 1980, les textes constitutionnels ont commencé à consacrer la protection de divers droits des minorités ethniques. Ce phénomène s'est également produit au Brésil à la suite de la promulgation de la Constitution fédérale de 1988 ; celle-ci a abandonné le paradigme intégrationniste, reconnu la diversité culturelle et garanti aux peuples autochtones — entre autres droits — le droit à leurs langues et à leurs traditions ainsi que le droit de perpétuer leurs cultures, des droits essentiels pour préserver et favoriser le respect de leur identité socioculturelle unique.

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Bibliographies de l'auteur-e

Hermínia Boracini Bichinim Costa Silva, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Técnica Judiciária da Justiça Federal no Rio Grande do Norte. Pós-graduanda em Direito Previdenciário e Prática pela Faculdade Legale (2025 - atualmente). Pós-graduada em Direito Processual Civil pela Faculdade Legale (2025). Graduada em Direito pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2024). 

Sergio Alexandre de Moraes Braga Junior, Universidade Federal do Rio Grande do Norte

Possui graduação em Direito pela Universidade Federal do Ceará (1995), graduação em Gestão Pública pela Universidade Paulista (2020), possui Mestrado em Direito e Desenvolvimento pela Universidade Federal do Ceará (1998) e Mestrado em Gestão Pública e Cooperação Internacional (2023) pela Universidade Federal da Paraíba, Doutorado em Direito pela Universidade Federal de Pernambuco (2005). Doutorado em Ciências Sociais pela Universidade Federal do Rio Grande do Norte (2024), Pós-Doutoramento em Direito na Universidade Federal do Paraná (2021). Foi Coordenador do Mestrado Interinstitucional (MINTER) em Direito da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN), em convênio com a Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), atuou, ainda, como Coordenador da Graduação do Direito do Campus de Natal, além de cursos de especialização do mesmo. É Professor Titular da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), onde atualmente exerce a Coordenação do curso de Direito. Tem experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Ambiental, Urbanístico, Econômico e Administrativo, atuando principalmente nos seguintes temas: meio ambiente, políticas públicas, desenvolvimento sustentável, planejamento urbano e matriz energética. Atuou ainda como Coordenador Operacional do Doutorado Interinstitucional em Direito (DINTER) da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) em convênio com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) (2019-2024).

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Publié-e

28-06-2022

Comment citer

SILVA, Hermínia Boracini Bichinim Costa; BRAGA JUNIOR, Sergio Alexandre de Moraes. La conception multiculturelle des droits de l’homme concernant la reconnaissance et l’application des droits des peuples autochtones au Brésil. Revue Numérique Constitution et Garantie des droits (RDCGD), [S. l.], v. 14, n. 1, 2022. DOI: 10.21680/1982-310X.2021v14n1ID25415. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/25415. Acesso em: 11 juill. 2026.

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