La clause rebus sic stantibus à la lumière de la justice commutative aristotélicienne.

Auteurs-es

  • Márcio Eduardo Senra Nogueira Pedrosa Morais Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais
  • Moisés Carvalho de Melo Universidade de Itaúna

DOI :

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2019v12n2ID18486

Mots-clés :

Justice commutative, Justice distributive, Clause rébus sic stantibus

Résumé

La clause « rebus sic stantibus », inscrite dans le droit brésilien, entretient un lien de principe étroit avec la justice commutative telle que développée par Aristote (384-322 av. J.-C.), notamment en ce qui concerne la téléologie. La théorie des circonstances imprévues vise à promouvoir la justice dans les relations contractuelles lorsque les circonstances changent, compte tenu de l'équilibre entre les avantages et les pertes des parties. Cette étude, utilisant une méthode hypothético-déductive et s'appuyant sur des analyses de la doctrine juridique et philosophique aristotélicienne ainsi que sur l'histoire et l'application de la clause « rebus sic stantibus », vise à analyser les enjeux, dans leurs fondements philosophiques et leur contexte historique, afin d'identifier les convergences et les influences. Elle conclut à l'existence d'une relation manifeste entre les éléments fondamentaux des institutions, qui poursuivent le même objectif, même s'il n'est pas possible d'affirmer avec certitude le lien historique d'influence de la doctrine aristotélicienne sur l'émergence de cette clause.

Téléchargements

Les données relatives au téléchargement ne sont pas encore disponibles.

Bibliographies de l'auteur-e

Márcio Eduardo Senra Nogueira Pedrosa Morais, Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais

Doutor em Teoria do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2014). Mestre em Teoria do Direito pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (2009). Especialista em Ciências Criminais pela Universidade Gama Filho/RJ (2008). Professor da graduação e do Programa de Mestrado em Direitos Fundamentais da Universidade de Itaúna/MG. Professor da Faculdade de Pará de Minas. Coordenador da Comissão Própria de Avaliação da Faculdade de Pará de Minas. 

Moisés Carvalho de Melo, Universidade de Itaúna

Faculdade de Direito da Universidade de Itaúna.

Références

AQUINO, Tomás de. Suma Teológica. 4. ed. Campinas: Ecclesiae, 2016, V. 3.

ARISTÓTELES. A política. 3. ed. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

ARISTÓTELES. Ética a Nicômaco. Brasília: Universidade de Brasília, 1985.

BARNES, Jonathan (Org.). The cambridgecompanion to Aristotle. Cambridge: Cambridge University, 1995.

BERMAN, Harold J. Direito e revolução: a formação da tradição jurídica ocidental. São Leopoldo: UNISINOS. 2006.

BRASIL. Código Civil de 2002. Promulgado em 10 de janeiro de 2002. Disponívelem: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2002/l10406.htm. Acesso em: 02 nov. 2018.

DINIZ, Maria Helena. Curso de direito civil brasileiro: teoria das obrigações contratuais e extracontratuais. 25. ed. São Paulo: Saraiva, 2009.

FLEISCHACKER, Samuel. Uma breve história da justiça distributiva. São Paulo: Martins Fontes, 2006.

HUTCHINSON, Douglas S. Ethics. In: BARNES, Jonathan (Org.). The cambridge companion to Aristotle. Cambridge: Cambridge University, 1995, p. 195-232.

MONTEIRO, Washington de Barros. Curso de direito civil: direito das obrigações. São Paulo: Saraiva, 1987.

MORAES, Renato José de. Cláusula rebus sic stantibus. São Paulo: Saraiva, 2001.OLIVEIRA, Anísio José de. A cláusula rebus sicstantibus através dos tempos. Belo Horizonte. Ibérica, 1968.

SMITH, Adam. Teoria dos sentimentos morais.São Paulo: Martins Fontes, 1999.

STRAUSS, Leo et al. História da filosofia política. Rio de Janeiro: Forense, 2013.

VECCHIO, Giorgio Del. História da filosofia do direito. Belo Horizonte: Líder, 2006.

VILLEY, Michel. A formação do pensamento jurídico moderno. São Paulo: Martins Fontes, 2005.

Téléchargements

Publié-e

27-02-2020

Comment citer

MORAIS, Márcio Eduardo Senra Nogueira Pedrosa; MELO, Moisés Carvalho de. La clause rebus sic stantibus à la lumière de la justice commutative aristotélicienne. Revue Numérique Constitution et Garantie des droits (RDCGD), [S. l.], v. 12, n. 2, p. 22–38, 2020. DOI: 10.21680/1982-310X.2019v12n2ID18486. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/18486. Acesso em: 30 juin. 2026.

Numéro

Rubrique

Artigos

Articles similaires

<< < 5 6 7 8 9 10 11 > >> 

Vous pouvez également Lancer une recherche avancée d’articles similaires à cet article.