A corte no país da imprevisibilidade

o papel contramajoritário das cortes, as virtudes passivas de Alexander M. Bickel e a judicial review no estado democrático brasileiro

Autores

DOI:

https://doi.org/10.21680/1982-310X.2020v13n2ID22775

Palavras-chave:

Contramajoritário, Virtudes Passivas, STF

Resumo

O presente artigo propõe-se a avaliar o papel atuante do judiciário brasileiro, especialmente do Supremo Tribunal Federal (STF), e os possíveis problemas que esse ativismo pode gerar a uma democracia. Para tanto, objetiva-se expor a revisão judicial e avaliar as contribuições da teoria de Alexander M. Bickel sobre as virtudes passivas e o princípio do contramajoritário e sua possível e/ou viável aplicação no Brasil. Sendo assim, o objetivo geral deste artigo é repensar o papel do STF nos moldes propostos por Bickel em sua teoria, para superar a dicotomia ativismo judicial - deferência ao legislativo. Os objetivos específicos são avaliar o nível de ativismo judicial brasileiro, bem como o judicial review, e propor uma nova forma de se encarar a situação por meio da teoria de Bickel. O presente artigo visa, além disso, debater sobre a aplicação do princípio do contramajoritário e as virtudes passivas do Poder Judiciário, para contornar o ativismo ultraforte brasileiro. Conclui-se que ao utilizar-se das virtudes passivas, o tribunal evitaria posicionar-se, definitivamente, em prejuízo da sua função de guardião dos princípios ou confrontar a opinião pública e os poderes majoritários, o que contribuiria para o fortalecimento da democracia, que vivenciam um esgotamento de certezas que as sustentam. Para tanto, utilizou-se uma abordagem crítica, e a in­vestigação desenvolveu-se mediante pesquisa bibliográfica.

 

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Biografia do Autor

Heloísa Alva Cortez Gonçalves, Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC/PR)

Doutora em DIREITO (2022) pela Universidade Católica do Paraná (PUC/PR) (1º colocada no processo seletivo - EDITAL Nº26/2017/PPGD), na área de DIREITO SOCIOAMBIENTAL E SUSTENTABILIDADE. Possui graduação em Direito (2007), especialista em Direito Público pela Universidade Gama Filho- RJ (2008), Especialista em Direito Ambiental pela Universidade Internacional de Curitiba -PR (2011), é Mestre em Direito pelo Centro Universitário de Maringá (2011), aprovação com mérito com nota 10 (dez), pós graduada em Direito Constitucional pela Universidade Estadual de Maringá - UEM (2011), aprovada com nota 10 (dez) em todas as disciplinas. Tem formação em Derechos Humanos, Interculturalidad y Desarrollo pela Universidad Pablo de Olavide - ESPANHA (2013), aprovada com nota 10 (dez) em todas as disciplinas do curso. Participante do grupo de estudos - Direito Ambiental na Sociedade de Risco da Universidade Federal de Santa Catarina (2020), e do grupo de pesquisa intitulado - Internacionalização do direito: dilemas constitucionais e internacionais contemporâneos (UNICESUMAR). Atualmente é professora na Graduação e Pós Graduação na UNICESUMAR - Centro Universitário de Maringá. Tem experiência, atuação profissional e de pesquisa nas áreas: Direito Constitucional, Direito Ambiental, Direito Agrário, e Direito Civil e do Consumidor. É advogada.

Bruna Ferrarin Pasquini Passos , Universidade Estadual de Maringá

Possui graduação em Direito pela Universidade Estadual de Maringá (2007). Especialista em Direito Público pela Universidade Anhanguera-Uniderp. Atualmente exerce o cargo de Assessora de Gabinete pelo Tribunal de Justiça do Estado de Mato Grosso, na Vara Especializada em crimes contra vida, crimes relacionados na Lei 11.343/06 e Execução Penal da Comarca de Tangará da Serra, MT. Experiência profissional também nas áreas cível, com ênfase em Direito do Consumidor, Bancário, Execução Fiscal, Direito de Família e Direito da Infância e Juventude. 

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Publicado

31-03-2021

Como Citar

GONÇALVES, Heloísa Alva Cortez; PASSOS , Bruna Ferrarin Pasquini. A corte no país da imprevisibilidade: o papel contramajoritário das cortes, as virtudes passivas de Alexander M. Bickel e a judicial review no estado democrático brasileiro . Revista Digital Constituição e Garantia de Direitos, [S. l.], v. 13, n. 2, p. 21–44, 2021. DOI: 10.21680/1982-310X.2020v13n2ID22775. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/constituicaoegarantiadedireitos/article/view/22775. Acesso em: 30 jun. 2026.

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