ESCOLA COMO ESPAÇO DE EXCLUSÃO E A AUSÊNCIA DE UMA CULTURA ORGANIZACIONAL
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID42519Keywords:
Exclusão escolar, Organização do espaço escolar, Classe de transiçãoAbstract
O presente artigo aborda a cultura organizacional escolar e a relação de alunos dos anos finais do Ensino Fundamental com a escola e o saber, especificamente de uma instituição da rede municipal de Natal, Rio Grande do Norte. Buscou-se identificar como as representações dos estudantes repercutem na sua mobilização para o aprendizado em um ambiente marcado por silenciamento e exclusão. Buscou-se analisar as representações de alunos de 6º e 7º anos sobre a escola e o saber, focando na compreensão de como a dinâmica institucional influencia a atividade intelectual e a construção de identidades desses sujeitos. Trata-se de uma pesquisa qualitativa que utilizou pesquisa bibliográfica e análise de dados coletados. Foram aplicados 113 questionários e realizadas 93 entrevistas semiestruturadas com alunos. Os dados foram examinados sob a luz dos pressupostos metodológicos de Bernard Charlot e Roger Chartier. Constatou-se que embora valorizem a sociabilidade e os laços de amizade, os estudantes vivenciam sentimentos de tristeza e inadequação devido a práticas de violência. Conclui-se que a ausência de uma cultura organizacional que promova a mediação de conflitos e o pertencimento transforma a escola em um agente de exclusão, onde o saber teórico muitas vezes perde o sentido diante de uma realidade institucional fragmentada e apática.
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