Arquivo pessoal de professoras: os cadernos escolares e a preservação de fontes para a história da educação

Autores/as

  • Francymara Antonino Nunes de Assis Universidade Federal da Paraíba

DOI:

https://doi.org/10.21680/2596-0113.2026v9n1ID43696

Palabras clave:

Arquivos pessoais, Documentos de professores, Memória

Resumen

O trabalho é fruto de pesquisa desenvolvida no Pós-doutorado do Programa de Pós-graduação em Educação (PPGED), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), e pretende recolher, preservar, organizar e tornar acessíveis documentos relativos às décadas de 1940 a 1970 encontrados no arquivo da professora Estelita Antonino de Souza. Para tanto, organizou-se como como uma investigação de natureza histórico-documental e arquivística, voltada à constituição, preservação e problematização de fontes para a escrita da história da educação. Trata-se de uma pesquisa que envolve uma operação historiográfica de seleção, classificação, descrição e interpretação das fontes, compreendendo o arquivo pessoal como espaço de produção de memória, de representações e de vestígios das práticas educativas e culturais de determinado tempo histórico. Do ponto de vista metodológico, a classificação do acervo envolve higienização, quantificação, análise tipológica e temática dos documentos. O processo de organização toma como referência tanto a discussão temática, quanto os tipos documentais. Os documentos presentes no arquivo da professora apontam à trajetória de vida, mas também aos gestos, os hábitos e os valores de quem os guardou. Os cadernos escolares, compreendidos como fonte de pesquisa histórica/documental, indiciam aspectos da profissão docente, da cultura escolar e das práticas pedagógicas no contexto estudado. Assim, a pesquisa aponta à relevância do uso de arquivos pessoais para a escrita da história e enfatiza a importância dos arquivos de professoras para a história da educação. E mais, os papéis pessoais, pela diversidade que os caracterizam, enriquecem informações presentes em arquivos oficiais, além de desvelarem temas que podem interessar ao pesquisador da história e da história da educação em particular, constituindo-se em valiosas fontes de pesquisa.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Francymara Antonino Nunes de Assis, Universidade Federal da Paraíba

Professora do Departamento de Educação, Universidade Federal da Paraíba, Mamanguape, Brasil, Email: francymara858@gmail.com

Citas

Bellotto, H. L. (2002). Como fazer análise diplomática e análise tipológica de documento de arquivo (Coleção Como Fazer, 8). Arquivo do Estado; Imprensa Oficial do Estado.

Bellotto, H. L. (2004). Arquivos permanentes: Tratamento documental (2ª ed.). Fundação Getúlio Vargas.

Burke, P. (Ed.). (1992). A escrita da história: Novas perspectivas (2ª ed.). Editora UNESP.

Camargo, A. M. de A. (Coord.). (1996). Diagnóstico dos arquivos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo. FFCL/USP.

Camargo, A. M. de A. (2009). Arquivos pessoais são arquivos. Revista do Arquivo Público Mineiro, 45(2), 26–39.

Camargo, A. M. de A., & Bellotto, H. L. (Orgs.). (1996). Dicionário de terminologia arquivística. Secretaria da Cultura.

Chartier, A.-M. (2007). Os cadernos escolares: Organizar os saberes, escrevendo-os. Revista de Educação Pública, 16(32), 13–33.

Chartier, A.-M. (2011). Um dispositivo sem autor: Cadernos e fichários na escola primária. Revista Brasileira de História da Educação, 11(1), 9–26.

Chartier, R. (1989). A história cultural: Entre práticas e representações (2ª ed.; M. M. Galhardo, Trad.). DIFEL.

Chartier, R. (2001). Cultura escrita, literatura e história (E. Rosa, Trad.). Artmed.

Ducrot, A. (1998). A classificação dos arquivos pessoais e familiares. Estudos Históricos, 11(21), 151–168.

Goodson, I. F. (1992). Dar voz ao professor: As histórias de vida dos professores e o seu desenvolvimento profissional. In A. Nóvoa (Ed.), Vidas de professores (2ª ed., pp. 63–78). Porto Editora.

Gvirtz, S. (1999). El discurso escolar a través de los cuadernos de clase. Editorial Universitaria de Buenos Aires.

Heymann, L. Q. (1997). Indivíduo, memória e resíduo histórico: Uma reflexão sobre arquivos pessoais e o caso Filinto Müller. Estudos Históricos, 10(19), 41–66.

Heymann, L. Q. (2008). Arquivos e interdisciplinaridade: Algumas reflexões. In Anais do Seminário CPDOC 35 Anos: A interdisciplinaridade nos estudos históricos. CPDOC/FGV. http://www.cpdoc.fgv.br

Julia, D. (2001). A cultura escolar como objeto histórico. Revista Brasileira de História da Educação, 1, 9–43.

Mignot, A. C. V. (Org.). (2008). Cadernos à vista: Escola, memória e cultura escrita. EdUERJ.

Mignot, A. C. V., & Cunha, M. T. S. (2006). Razões para guardar: A escrita ordinária em arquivos de professores/as. Revista Educação em Questão, 25(11), 40–61.

Viñao, A. (2008). Os cadernos escolares como fonte histórica: Aspectos metodológicos e historiográficos. In A. C. V. Mignot (Org.), Cadernos à vista: Escola, memória e cultura escrita (pp. 15–33). EdUERJ.

Capa de Caderno de Planejamento- Capa com nome de Estelita e a Sigla FENAME, fundo de financiamento de material escolar

Publicado

19-09-2026

Cómo citar

Assis, F. A. N. de. (2026). Arquivo pessoal de professoras: os cadernos escolares e a preservação de fontes para a história da educação. History of Education in Latin America - HistELA, 9(1), e43696. https://doi.org/10.21680/2596-0113.2026v9n1ID43696

Número

Sección

Artigos

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.