A ORGANIZAÇÃO DO ESPAÇO ESCOLAR
CONTRIBUIÇÕES PARA A LIBERTAÇÃO/APRISIONAMENTO DOS CORPOS INFANTIS
DOI:
https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43162Palavras-chave:
criança, libertação, aprisionamento, corposResumo
Existe uma notória relação entre a organização do espaço escolar e as formas de controle ou de liberdade vivenciadas pelos corpos infantis. Historicamente, observa-se que, por muitos anos, o arranjo físico da escola foi considerado secundário no processo educativo, desconsiderando o impacto que tal organização exerce sobre a experiência, os movimentos e a consciência corporal das crianças. A presente pesquisa foi desenvolvida em uma escola pública de Educação Infantil de Teresina-PI, com foco nos anos iniciais do Ensino Fundamental. Utilizou-se uma abordagem etnográfica e dados foram produzidos por meio de observação participante e entrevistas com 03 professoras. No decorrer do processo, constatou-se que a forma como o espaço escolar é organizado afeta de maneira substancial e direta o desenvolvimento corporal das crianças, influenciando a percepção de si mesmas e a relação que estabelecem com o ambiente escolar. Nesse sentido, ao analisar como a organização do espaço pode contribuir para o aprisionamento ou para a libertação dos corpos infantis, e quais as reverberações desse aspecto para o processo educacional em sua totalidade, percebeu-se a necessidade de repensar a estruturação do ambiente escolar, reformulando práticas pedagógicas e modos de atuação dos profissionais da educação, a fim de promover espaços que favoreçam o desenvolvimento integral, a autonomia e a expressão livre das crianças. A pesquisa aponta, assim, para a urgência de políticas escolares e formações docentes que valorizem o corpo como dimensão fundamental do aprender e do existir, contribuindo para uma educação mais humana, sensível e emancipadora.
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