Racisme structurel et politiques de discrimination positive dans les études de droit de troisième cycle
une analyse intersectionnelle de la rétention des femmes noires à l’Université fédérale d’Uberlandia (2012-2024)
DOI :
https://doi.org/10.21680/1982-310X.2025v18n2ID44305Mots-clés :
Racisme structurel, Discrimination positive, Femmes, Discrimination, Enseignement postsecondaireRésumé
Cette recherche analyse les multiples dimensions de l’oppression structurelle qui pèsent sur le parcours des femmes noires au Brésil. Son objectif principal est d’articuler le cadre théorique et les données empiriques afin d’évaluer l’efficacité de la discrimination positive pour atténuer l’épistémicide et lever les obstacles à la progression intellectuelle et matérielle de ce groupe dans les milieux universitaires et sociaux. Sur le plan méthodologique, une approche hypothético-déductive qualitative est adoptée, mise en œuvre par une analyse bibliographique critique, une analyse documentaire des appels à candidatures pour le programme de troisième cycle en droit de l’Université fédérale d’Uberlândia entre 2012 et 2024, et la triangulation de données quantitatives secondaires sur les taux d’admission et d’abandon. Les résultats démontrent que, malgré l'ouverture officielle de postes liés à la discrimination positive, des facteurs institutionnels et la rareté des politiques de maintien en poste empêchent la correction effective des inégalités structurelles, comme en témoignent les fluctuations et les reculs observés dans l'occupation de ces postes à la fin de la période étudiée. Il apparaît donc urgent de reformuler ces politiques publiques dans une perspective intersectionnelle, en associant la réservation de postes à des mécanismes qualitatifs et de maintien en poste afin de garantir la pluralité épistémique et l'équité matérielle au sein du système juridique et social brésilien.
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