Gestão de crises e turismo

Uma análise quanti-qualitativa a nível internacional

Autores

  • Wilma Barros da Paixão Universidade Federal de Pernambuco
  • João Gabriel Lima Universidade Federal de Pernambuco
  • Itamar José Dias e Cordeiro Universidade Federal de Pernambuco

DOI:

https://doi.org/10.21680/2357-8211.2023v11n3ID31473

Palavras-chave:

Turismo, Crise, Gestão de Crise, Bibliometria

Resumo

Independentemente do recente crescimento econômico do turismo, o setor é continuamente assolado por crises com rápidas implicações. Apesar da pandemia de COVID-19 ter deixado todos os destinos turísticos do mundo inoperantes em 2020, essa não foi a primeira nem a última ocorrência adversa a prejudicar o turismo global. Diante da complexidade das crises passadas e potenciais, este estudo procurou descrever o estado da arte na literatura internacional acerca do turismo e gestão de crises. Para desenvolver avaliações quantitativas e qualitativas, a metodologia se baseou na utilização do Protocolo Prisma para pesquisa bibliográfica e seleção de artigos nas bases de dados Scopus, ScienceDirect e Web of Science, coletando por fim 366 artigos científicos. Devido ao tamanho do escopo da pesquisa, optou-se pela revisão bibliométrica da literatura. Quanto aos resultados, descobriu-se que quase 50% dos estudos sobre o tema foram publicados após o surgimento da COVID-19, o número mais significativo desde 1980, quando as publicações sobre o tema começaram a ser registradas. Essa estatística demonstra não apenas os efeitos dessa crise no setor, mas também a importância de pesquisas acadêmicas sobre o assunto, que geram conhecimento para futuras crises sanitárias. O mesmo não acontece com outras categorias de crise, que respondem a menos de 30% dos artigos analisados. O trabalho também apresenta modelos e classificações propostas na literatura para gerenciamento de crises no turismo e argumenta que, embora o turismo tenha uma alta capacidade de adaptação às crises, sua vulnerabilidade a elas e a falta de publicações sobre gerenciamento de crises até 2020 – seguido de um foco exclusivo na crise da COVID-19 – demonstram a importância do estudo da gestão de crises no turismo.

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Biografia do Autor

Wilma Barros da Paixão, Universidade Federal de Pernambuco

Mestre em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco (2022). Bacharel em Turismo (2021) e em Engenharia Biomédica (2012) pela Universidade Federal de Pernambuco.

João Gabriel Lima, Universidade Federal de Pernambuco

Mestre pelo Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento e Meio Ambiente da Universidade Federal de Pernambuco – UFPE, Recife /PE, Brasil

Itamar José Dias e Cordeiro, Universidade Federal de Pernambuco

Professor Adjunto do Departamento de Hotelaria e Turismo (DHT/UFPE) e Docente Permanente do Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente (PRODEMA/UFPE). Doutor em Geografia pela Universidade Federal de Pernambuco - PPGEO/UFPE (2016) com estâncias de Doutorado-Sanduíche na Facultat de Turisme i Geografia (FTG) da Universitat Rovira i Virgili (2013-2014) e no Institut de Recherche et d'Etudes Supérieures du Tourisme (IREST) da Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne (2015-2016). Mestrado em Desenvolvimento e Meio Ambiente pela Universidade Federal de Pernambuco - PRODEMA/UFPE (2012).

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Publicado

04-09-2023

Como Citar

PAIXÃO, W. B. da .; LIMA, J. G.; CORDEIRO, I. J. D. e. Gestão de crises e turismo: Uma análise quanti-qualitativa a nível internacional. Revista de Turismo Contemporâneo, [S. l.], v. 11, n. 3, p. 362–388, 2023. DOI: 10.21680/2357-8211.2023v11n3ID31473. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/turismocontemporaneo/article/view/31473. Acesso em: 23 jul. 2024.

Edição

Seção

Artigos