A MULHER DO QUARTO E O HOMEM DO MATO

PRATICAS EDUCATIVAS EM INHAMBANE

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43411

Palabras clave:

educação, Inhambane, práticas educativas, história social

Resumen

Este ensayo analiza las prácticas educativas en la región de Inhambane hasta comienzos del siglo XX, a partir de fuentes históricas y etnográficas. Se parte del supuesto de que las sociedades locales disponían de sistemas educativos estructurados, aunque distintos del modelo escolar occidental, articulando dimensiones sociales, culturales, económicas y simbólicas. El estudio evidencia que la educación era predominantemente informal y comunitaria, organizada en múltiples instancias, como los ritos de iniciación, el aprendizaje próctico y las instituciones culturales. Al mismo tiempo, se demuestra que procesos históricos como el tráfico de esclavos, las dinámicas del Mfecane y la penetración colonial influyeron profundamente en estas prácticas, generando continuidades y rupturas. Se concluye que la educación en Inhambane debe ser comprendida como un sistema dinámico y adaptativo, cuya lógica interna se orientaba a la formación de sujetos socialmente integrados.

Descargas

Los datos de descargas todavía no están disponibles.

Biografía del autor/a

Itélio Muchisse, Minerva Consultores

Mestre em Direitos Humanos, Justiça e Paz pela Universidade Católica de Moçambique; Licenciado em
Ensino de História com Habilitações em Ensino de Filosofia pela Universidade Save, onde foi estagiário na
Faculdade de Letras e Ciências Sociais. Foi Coordenador de Projetos na Consultoria de Investigação e
Treinamento. Foi Coordenador Local da Students for Liberty para a Região da África Lusófona. Foi jornalista,
estagiário, na Rádio Moçambique. É pesquisador na Minerva Consultores.

Citas

CABRAL, A. Raças, usos e costumes dos indígenas do distrito de Inhambane: acompanhado de um vocabulário em Shitsua, Guitonga e Shishope. Lourenço Marques: Imprensa Nacional, 1910.

CAPELA, J. A burguesia mercantil do Porto e as colónias (1834-1900). Porto: Afrontamento, 1975.

CASTIANO, J. P.; NGOENHA, S. E. A longa marcha duma educação para todos em Moçambique. 3. ed. Maputo: Publix, 2013.

FAGAN, B. M. As bacias do Zambeze e do Limpopo, entre 1100 e 1500. In: NIANE, Djibril Tamsir (ed.). História geral da África IV: África do século XII ao século XVI. 2. ed. rev. Brasília: UNESCO, 2010. p. 591–622.

JUNOD, H. Usos e costumes dos Bantu. Organização de Omar Ribeiro Thomas e Paulo Gajanigo. Campinas: Instituto de Filosofia e Ciências Humanas, 2009.

KUBIK, G. Educação tradicional e ensino da música e dança em sociedades tradicionais africanas. Revista de Antropologia, 1979, p. 107–112.

LIESEGANG, G. Ngungunyane: a figura de Ngungunyane Nqumayo, rei de Gaza (1884-1895) e o desaparecimento do seu Estado. Maputo: ARPAC; Arquivo Histórico de Moçambique, 1996.

LITSURE, H. F. A identidade Tsonga-Changana no contexto da identidade nacional moçambicana: construção e representação. 2020. Tese (Doutorado em Ciências Sociais) – Universidade de Lisboa, Lisboa, 2020.

M’BOKOLO, E. África negra: história e civilizações. Tomo II (do século XIX aos nossos dias). Tradução de Manuel Resende. Salvador; São Paulo: EDUFBA; Casa das Áfricas, 2011.

MUDIMBE, V. Y. A invenção da África: gnose, filosofia e a ordem do conhecimento. Lisboa: Edições Pedago; Luanda: Edições Mulemba, 2013.

MEDEIROS, E. As etapas da escravatura no Norte de Moçambique. Maputo: Arquivo Histórico de Moçambique; Núcleo Editorial da Universidade Eduardo Mondlane, 1988.

MUIANGA, A. Moçambique: raízes, identidade, unidade nacional: análise, comentários, textos escolhidos. Maputo: Ndjira, 2010.

SEROTO, J. Indigenous education during the pre-colonial period in Southern Africa. Indilinga: African Journal of Indigenous Knowledge Systems, v. 10, n. 1, 2011, p. 77–88. Disponível em: https://journals.co.za/doi/pdf/10.10520/EJC61385. Acesso em: 29 dez. 2023.

SERRA, C. História de Moçambique: primeiras sociedades sedentárias e impacto dos mercadores (200/200–1886). Maputo: Departamento de História da UEM, 1988.

TEXEIRA, C. A fundação de Inhambane e a sua estrutura administrativa e governamental nos meados do século XVIII. Arquivo: Boletim Semestral do Arquivo Histórico de Moçambique, n. 8, p. 5–54, 1990.

Publicado

10-04-2026

Cómo citar

MUCHISSE, Itélio. A MULHER DO QUARTO E O HOMEM DO MATO: PRATICAS EDUCATIVAS EM INHAMBANE. Saberes: Revista Interdisciplinaria de Filosofía y Educación, [S. l.], v. 26, n. 1, p. AI13, 2026. DOI: 10.21680/1984-3879.2026v26n1ID43411. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/saberes/article/view/43411. Acesso em: 10 abr. 2026.

Artículos similares

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 > >> 

También puede Iniciar una búsqueda de similitud avanzada para este artículo.